Benefícios do exercício resistido em idosos

A diminuição da força muscular, a partir dos 50 anos de idade, declina em média 12% à 15% por década, com perdas maiores a partir dos 65 anos de idade, segundo Macaluso e De Vito (2004), sendo esta, a ação principal que acontece em nosso organismo e desta forma, torna-se uma preocupação para os idosos, uma vez que as adaptações e transformações musculoesqueléticas, causadas, podem ser minimizadas através do exercícios físicos, neste caso o resistido ou contra resistência.

De acordo com Farinatti (2007), a força muscular pode ser definida como a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar de acordo com um padrão específico de movimento, realizado em determinada velocidade.

Com o passar do tempo nós, seres humanos, vamos perdendo a força e massa muscular, através do processo chamado Sarcopenia. Desta forma, através de exercícios físicos específicos, neste caso o resistido, para manter a massa muscular, conseguimos evitar essa diminuição da força muscular e massa muscular e consequentemente evitando, quedas, ocasionando fraturas, diminuição das atividade básicas da vida diária (ABVD) e algumas doenças como: Obesidade, Diabetes, Hipertensão Arterial, causadas por esta ação do tempo, desuso e sedentarismo ao longo do tempo.

Entretanto, vários estudos na literatura mostram os benefícios do exercício resistido na manutenção, melhora e aumento da força muscular, melhorando, a fragilidade, a mobilidade dos idosos, sua autonomia e suas atividades básicas da vida diária (ABVD), desta forma, melhorando a saúde e qualidade de vida dos idosos.

Desta forma o treinamento contra resistência é capaz de melhorar os efeitos deletérios do envelhecimento, devolvendo a alegria, bem estar, e autonomia para os idosos.

No estudo de vale et al. (2006), analisaram o aumento de força muscular máxima, flexibilidade e autonomia funcional de 22 idosas saudáveis, divididas em 2 grupo controle (GC) 11 idosas e Grupo Força (GF)11 idosas.

Os procedimentos foram: Teste de 1 RM, Autonomia Funcional: Caminhada de 10 M, levantar-se da posição sentada (LPS), levantar-se da posição decúbito ventral (LPDV), Teste de Flexibilidade usando o goniômetro e protocolo de LABIFIE.

Grupo Força: 4 semanas de treino a 50% do 1 RM, sendo 2 x na Semana, 2 séries de 15 repetições. Depois, 12 semanas 2 x semana, 2 séries de 8 – 10 repetições com carga entre 75% – 85%.

Grupo Controle manteve suas atividades diárias, sem exercícios físicos sistematizados, controlados, sem executar exercícios de força muscular, somente iriam fazer o que estavam fazendo, suas caminhadas rotineiras.

Resultado:

Grupo Força: Aumentou 30% – 75% sua força muscular máxima, a partir do teste de 1 rm prévio, sendo este incremento de força encontrado em vários outros estudos na literatura científica e assim como, estudos que fizeram 3x na semana, corroborando com os nossos achados.

Entretanto, o aumento da força muscular, foi suficiente para melhorar os testes de autonomia funcional, caminhar 10 m, levantar-se da posição sentada (LPS), levantar-se da posição decúbito ventral (LPDV), Teste de Flexibilidade.

Grupo Controle: Não foram encontrados aumento de força significativos em relação aos testes prévios.
O estudo de Geraldes apontou ganhos significativos de força máxima de até 36%, aproximadamente. As idosas realizaram um treinamento contra resistência com a utilização de três séries (3x 8 a 10 repetições de 1RM), 3 dias/ semana, durante 12 semanas. Enquanto que, nessa pesquisa, os resultados foram superiores com ganho da força máxima de até 75%, e com treinos de 2 x 8 a 10 repetições de 1RM, 2 dias/semana.

Conclusão

O treinamento de força muscular, 2 x na semana, produziu efeito positivo na saúde, qualidade de vida e autonomia funcional dos idosos. Desta forma, recomenda se exercício resistido 2 x na semana para os idosos. Mais estudos conclusivos, irão melhorar o aprofundamento e especificidade deste caso.

REFERÊNCIAS:

VALE, R, G, S; BARRETO, A, C, G; NOVAES, J, S; DANTAS, E, H, M. Efeitos do treinamento resistido na força máxima, na Flexibilidade e na autonomia funcional de mulheres idosas. Rev. Bras Cineantropom. Desempenho Hum. v. 8, n.4, p.52-58, 2006.

SILVA, N, L; FARINATTI, P, T, V. Influência de variáveis do treinamento contra-resistência sobre a força muscular de idosos: uma revisão sistemática com ênfase nas relações dose-resposta. Rev Bras Med Esporte. v. 13, n. 1, Jan/Fev, 2007.

Macaluso A, De Vito G. Muscle strength, power and adaptations to resistance
training in older people. Eur J Appl Physiol. 2004;91:450-72.

Dantas EHM, Carvalho JL, Fonseca RM. O protocolo de LABIFIE de goniometria. Rev Treinamento Desportivo 1997;2(2):21–34.

Geraldes A AR. Efeitos do treinamento contra resistência sobre a força muscular e o desempenho de habilidades funcionais selecionadas em mulheres, 233f. Disser tação (Mestrado em Ciência da Motricidade Humana). Universidade Castelo Branco, UCB, RJ; 2002.

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